A Saúde pede Socorro: Santa Casa pode fechar alguns setores

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A Santa Casa de Limeira, referência em diversas especialidades, corre o risco de fechar alguns setores, como a ortopedia, UTI Neonatal, Ginecologia e Obstetrícia, Pronto Socorro e a Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ). O alerta vem do provedor da instituição, José Roberto Piccinin, que conta como a crise está afetando o hospital e a possibilidade de fechamento destas áreas.

Segundo ele, esses são os setores que dão mais prejuízo e, apesar da diretoria fazer uma gestão responsável, a luz vermelha acendeu: “vimos que era hora de alertar a população e as autoridades, pois chegamos num ponto difícil e a sociedade precisa se unir para não fecharmos. A Santa Casa é um patrimônio de Limeira”.

O hospital é particular e não público, como muitos acreditam. Ela é uma instituição sem fins lucrativos, ou seja, filantrópica, e a maior parte dos recursos vem do governo federal, que está diminuindo cada vez mais as verbas. Para manter seu trabalho, a Santa Casa precisa de R$130 milhões por ano. Sua receita vem de diversas fontes, entre elas 23% é do convênio Frei Galvão. O restante vem do governo federal (R$4,5 milhões), do governo do estado (R$1,7 milhões), do município (R$1 milhão) e de doações (R$100 mil). Esses são valores aproximados, pois podem variar.

A instituição conta com 1278 funcionários diretos e 217 médicos e não há como reduzir pessoal, já que o número de atendimentos vem aumentando. Nos últimos meses, de 7 a 8% das pessoas que perderam o emprego migraram para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por mês, são atendidos cerca de 15 mil pacientes, sendo que atende 60% da população de Limeira e mais 26 municípios da região onde é referência.

O provedor afirma que a dívida atual do hospital é de R$37 milhões e vem fechando com déficit de R$400 mil no mês. “Estamos procurando reduzir custos, renegociando com fornecedores e estendendo nossos pagamentos. Além disso, a diretoria vem fazendo um trabalho com prefeitos e secretários de Limeira e cidades da região atendidas pelo hospital para buscar resolver o problema”, conta.

Como a crise afetou a Santa casa

Para Piccinin, a luz vermelha acendeu: “vimos que era hora de alertar a população e as autoridades”.  Foto: Sidney Booro

Para Piccinin, a luz vermelha acendeu: “vimos que era hora de alertar a população e as autoridades”.
Foto: Sidney Booro

De acordo com Piccinin, a Santa Casa entrou na crise faz tempo, há mais de 30 anos, e sobrevive porque recebe muita ajuda. A atual crise começou em maio, quando o governo do estado deixou de fazer o repasse do SUS Sustentável, porque o contrato não foi renovado. Isso fez com que o hospital deixasse de receber R$5 milhões. “O novo contrato já foi assinado, vamos receber esse dinheiro, mas não tem dinheiro em caixa e nossos custos aumentaram. A receita é fixa, limitada, e os custos variáveis, ilimitados”, explica.

Outro contrato que não foi renovado é com a Petrobrás. Há um ano a refinaria não faz o repasse, que é de R$550 mil por ano. O hospital tenta há mais de oito meses a renovação, mas ainda não tem resposta.

Outro fator que desencadeou o aumento dos gastos foi o aumento do dólar, pois materiais como próteses, equipamentos, filme para raio x, entre outros e manutenção de alguns aparelhos, por exemplo, são em dólar e isso resulta num custo 50% maior do que se tinha antes.

“A situação ficou insustentável e dependendo da economia, a situação tende a piorar. Há mais de anos o governo não mexe da tabela SUS e isso precisa ser revisto. Não há como pagar por um procedimento hoje o mesmo valor que pagava há 15 anos”, conta o provedor.

Por enquanto, a crise ainda não afetou o Frei Galvão, que conta com 20 mil vidas, mas existe o risco de diminuir o repasse à Santa Casa se conveniados deixarem o plano.

Investimento não estão sendo feitos
Há algum tempo a Santa Casa não faz investimentos e alguns deles precisam ser feitos urgentes para melhorar a qualidade do atendimento e reduzir gastos. Piccinin cita, por exemplo, a troca de 3 focos cirúrgicos, que custam R$ 48 mil cada um e a renovação dos aparelhos de anestesia. Seriam necessários R$1.800 milhões para trocar os 12 equipamentos.

Como ajudar
Toda a população pode ajudar a Santa Casa. O provedor convida líderes comunitários e interessados para conhecer o trabalho que o hospital realiza e como gasta os recursos. Uma forma de ajudar, segundo Piccinin, é a doação de bens: “Anos atrás, recebíamos muitas doações de casas, apartamentos e terrenos de pessoas que não tinham para quem deixar. Esses imóveis vão para estado e federação quando elas morrem e é um patrimônio que pode ajudar muito a Santa Casa ou outra instituição, basta doar em vida”, explica.

O hospital também aceita doações financeiras. Elas podem ser feitas através da conta: Banco Santander, Agência Limeira 0013, Conta Corrente 130005023. Quem quiser entrar em contato com a Santa Casa de Limeira o telefone é (19) 3446-6100.

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Ele afirma que todos os atendimentos e procedimentos estão garantidos para todos os usuários e que essa atitude vai prejudicar os próprios conveniados, a maioria deles idosos, que terão que pagar mais caro pelo plano novo.

De acordo com o assessor, a Humanitária já apresentou toda a documentação necessária, mas a decisão foi tomada porque a ANS entende que a instituição não pode dar prejuízo no seu balanço, o que acontece devido ao hospital ter o mesmo CNPJ para o convênio e SUS. “A situação dos hospitais está difícil, mas não podemos negar atendimento, principalmente para o SUS. Nosso plano está atendendo normalmente, por isso entramos com processo judicial para suspender a portabilidade e reativar a venda de planos”, conta.

A Humanitária conta atualmente com 3400 vidas e não há até o momento qualquer restrição de atendimento: “Estamos lutando a favor dos nossos usuários”, finaliza Siqueira.[/vc_cta][/vc_column][/vc_row]

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