Alunos aprendem na escola princípios da cultura do mel

Fotos: Adilson Silveira

Fotos: Adilson Silveira


Eles são pequenos e fofos, mas nem por isso menos interessados. Os 108 alunos de quatro e cinco anos da Emeief Isaura Gaiza do Amaral Penteado, que fica na Rodovia Limeira-Piracicaba, Km 7, criam abelhas jataí no pátio da escola. O projeto é desenvolvido em parceria com o Meliponário Navarro, que foi convidado pela professora Márcia Cristina Rodrigues de Oliveira para propiciar aos alunos atividades típicas da zona rural, já que a escola fica numa região intermediária entre as áreas urbana e rural.

O meliponicultor Cláudio Navarro ministrou palestras para as crianças sobre a importância das abelhas no equilíbrio biológico e implantou uma colmeia na área da horta da escola. “Essas abelhas não tem ferrão e não são agressivas, como as abelhas europeias e africanas, chamadas apis”, diz Navarro.

A diretora da unidade, Silvana Alves Melo, disse que as crianças ficaram empolgadas e curiosas, sendo que muitas delas nunca tinham experimentado mel e nem sabiam como era produzido. “Ele (Navarro) trouxe o mel, colmeias, geleia real e diversos instrumentos para demonstrar às crianças como as abelhas se organizam”, diz Telma Eliza de Moraes Corte, vice-diretora.

O trabalho vem sendo acompanhado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente e pela coordenadora da área de Ciências e Educação Ambiental da Secretaria de Educação, Adriana Cristina Muller Del Mondo.

Como inovação o projeto leva as crianças o conhecimento prático e crítico, por meio de atividades interdisciplinares reunindo todas as áreas do conhecimento, enriquecendo a vida das crianças e de seus familiares. O projeto será desenvolvido durante todo ano, propiciando o acompanhamento do desenvolvimento da colmeia até a colheita do mel.

Apesar das atividades ainda estarem começando, já mexeram com o cotidiano das crianças, como Júlia Santos que aos cinco anos fala das abelhas como parceiras e não tem medo da colmeia de jatais. “Eu tinha medo de picada, mas agora não tenho mais”, diz ela. Já Levi Brás Neves, também de cinco anos, diz que o melhor é mesmo o mel, além disso que as abelhas ‘botam’ ovo e seguem a rainha. O estudante Gustavo Henrique Defante é enfático sobre a importância das abelhas. “As abelhas buscam o pólen nas flores e produzem o mel que deixa a gente forte. Eu já comi mel e gostei”, diz Gustavo.

Espécies
No mundo existem aproximadamente 400 espécies de abelhas consideradas sem ferrão, ou seja, que não picam, sendo que 300 delas estão no Brasil. Contudo, a sociedade ainda conhece muito pouco sobre as abelhas, sua organização e função ecológica. Em Estados do Nordeste do Brasil, essa relação é mais próxima e as crianças aprendem as técnicas de criação de abelhas e controles de colmeia com os pais, o que permite gerar renda, preservar as abelhas e utilizar o mel como alimento, uma fonte rica de potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto, cobre e alguns outros minerais.

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