A ansiedade: o mal do século

Eis que ela surge, “do nada”, avassaladora, aquela tremedeira, suor frio, boca seca, mãos trêmulas, dor no peito… pensamento acelerado, a certeza de que o pior está perto de acontecer. Muitas vezes a pessoa chega a parar no Pronto Atendimento do Hospital e escuta do médico e equipe que está ansiosa e tendo uma crise de ansiedade.

Normalmente orientam a buscar tratamento especializado.

Não raras vezes, o paciente sai de lá chateado com a equipe, pensativo: “Como assim, dizer que tudo o que eu senti era coisa da minha cabeça?” Eles só podem estar errados, pondera este, melhor avaliar outra vez, pensa…

“A ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho.” Ana Regina GL Castillo.

Entendemos, na Psicologia que a ansiedade e o medo passam a ser reconhecidos como patológicos quando são exagerados, desproporcionais em relação ao estímulo, por exemplo, diante de uma festa de aniversário para comparecer, a pessoa sente-se mal, tem fortes dores de estômago, por exemplo, não dorme bem, fica trêmula, não relaxa…

Castillo aponta que uma das maneiras práticas de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não.

A ansiedade, hoje em dia, é considerada com o mal do século, isto é, grande parte dos pacientes que busca atendimento nos consultórios ou hospitais, sofre com ela.
Já dizia sabiamente, George Bernard Shaw: “A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito.” Difícil estar pleno e feliz sofrendo com uma ansiedade que consome e corrói.

É indicado ao paciente que sofre com a ansiedade, que busque tratamento especializado, isto é, faça Psicoterapia e consulte o médico, para que o mesmo avalie a necessidade de inserção de medicamentos para controle da mesma.

A psicoterapia cognitivo-comportamental consiste basicamente em provocar uma mudança na maneira alterada de perceber e raciocinar sobre o ambiente e especificamente sobre o que causa a ansiedade e mudanças no comportamento ansioso.

Esse método pode ter eficácia duradoura sobre os transtornos ansiosos em geral.

Partimos do pressuposto que mantendo-se a calma e retirando-se a atenção do comportamento ansioso, ele tende a se extinguir, isto é, o bicho-papão não é tão bravo quanto imaginamos… Ele vai ficando cada vez menor e mais manso quando corretamente enfrentado.

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