Câncer infantil: pediatra tem papel fundamental no diagnóstico

Câncer infantil: pediatra tem papel fundamental no diagnóstico

O Dia Mundial de Combate ao Câncer Infantil, celebrado em 14 de fevereiro, foi criado em 2001 por organizações não governamentais com o intuito de alertar pais e médicos sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer entre as crianças.

Os sintomas mais comuns do câncer infantil – febre, perda de apetite e peso, dores na barriga e nas pernas, caroços e inchaços, palidez, manchas roxas, dor de cabeça, vômitos, visão turva – são comuns aos de outras doenças pediátricas e o crescimento tumoral é muito rápido. Daí a importância do pediatra no diagnóstico.

Quando diagnosticado precocemente e iniciado o tratamento em seguida, as chances de cura do câncer infantil são muito altas. Isso porque o organismo das crianças e adolescentes reage bem aos tratamentos quimioterápicos e radioterápicos e a resposta é muito mais rápida e eficaz do que nos adultos.

Portanto, a referência, de acordo com a oncologista pediátrica Melissa Ferreira de Macêdo, do Hospital infantil Darcy Vargas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, está no pediatra que é o responsável pela identificação e resolução de 95% das doenças que acometem a infância. É ele que acompanha o desenvolvimento da criança e que vai estar atento aos sintomas, podendo diferenciá-los e saber se estão relacionados às doenças pediátricas ou se podem indicar ocorrência de tumores.

No Brasil, a incidência do câncer infantil é pequena (em torno de 12 mil casos ao ano), mas a taxa de mortalidade é alta: é a segunda causa de morte na faixa etária de 0 a 19 anos (a primeira são causas externas, como acidentes e casos de violência) e a primeira entre as doenças pediátricas.

Confira a seguir as recomendações da oncologista pediátrica Melissa Ferreira de Macêdo:

Informações importantes
– Em média, de 60 a 70% dos casos de câncer infantil têm cura, e quanto menor for o prazo entre o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de cura;

– Dependendo do tipo de câncer, a chance de cura é muita alta. Entre os casos de câncer infantil, as leucemias são as que têm mais chances de cura (de 80 a 85% dos casos);

– É importante os pais levarem seus bebês regularmente ao pediatra, de preferência no mesmo médico que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida;

– O calendário mínimo para o atendimento à criança, recomendado pelo Ministério da Saúde, é: uma vez ao mês, aos dois, quatro, seis, nove, 12 e 24 meses, sendo o retorno anual a partir dos dois anos de vida;

Sintomas mais comuns
– Febre sem foco infeccioso há mais de uma semana;
– Perda de apetite e de peso (mais de 10% do peso normal);
– Dores na barriga e nas pernas;
– Caroços no pescoço (gânglios linfáticos – ínguas) que não desaparecem e aumentam;
– Dores que acordam a criança à noite;
– Perda das capacidades motora e psicológica já adquiridas, como é o caso de crianças que andavam e pararam de andar;

Tipos de câncer infantil mais comuns
– Leucemias agudas;
– Tumores do sistema nervoso central (câncer do cérebro);
– Linfomas;
– Neuroblastoma (câncer da supra renal);
– Tumor Wilms (tumor renal mais comum);

Atitudes preventivas (a importância de hábitos saudáveis)
– Boa alimentação;
– Sono regrado;
– Tomar sol nos horários adequados;
– Tratamento da obesidade infantil (causa de diversos males, como o avanço da diabetes);
– Prioridade para o consumo de alimentos naturais no lugar de produtos industrializados;
– Atividades físicas externas, que devem prevalecer sobre hábitos como a exposição demasiada à televisão e videogames, que podem prejudicar sentidos como visão audição.

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