‘Defenderemos nossos interesses’, diz Putin sobre congelamento de ativos

A Rússia “defenderá seus interesses” diante do congelamento de ativos russos na França e na Bélgica, declarou nesta sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, em encontro com jornalistas estrangeiros à margem do Fórum Econômico de São Petersburgo.

“Vamos defender nossos interesses pela via judicial. Nossa posição é clara: a Rússia não reconhece a autoridade deste tribunal”, acrescentou Putin, em alusão à Corte de Arbitragem de Haia, que condenou a Rússia em 2014 a pagar uma indenização de 50 bilhões de dólares (37 bilhões de euros) aos acionistas da companhia petroleira Yukos, do oligarca e opositor do Kremlin Mikhail Jodorkovski.

O presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, no dia 18 de junho de 2015.

O presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, no dia 18 de junho de 2015.

Os ativos do governo russo em França e Bélgica foram congelados a pedido dos ex-acionistas do grupo petroleiro Yukos no âmbito de um procedimento de compensação pelo questionado desmonte da empresa.

“As leis francesas e belgas nos permitem congelar os ativos que podem ser identificadas como propriedade da Federação da Rússia”, declarou nesta quinta-feira à AFP Tim Osborne, diretor-executivo da GML, holding que representa o ex-acionista majoritário da Yukos.

No total, na França, contas de cerca de quarenta bancos foram embargadas, assim como “oito ou nove imóveis”, afirmou, e disse que se trata de “ativos governamentais e não diplomáticos”.
Segundo ele, tais ativos foram congelados há duas semanas, mas a informação só veio a público nesta quinta-feira na Rússia.

“Procedimentos continuam em andamento na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos e haverá outros em mais países”, acrescentaram Tim Osborne, cuja holding, GML, tem sede em Gibraltar.
Na Bélgica, entre as contas russas congeladas estão, em especial, as da embaixada da Rússia e das representações permanentes da Rússia perante a UE e da Otan em Bruxelas, segundo o ministério russo das Relações Exteriores.

O ministério russo de Relações Exteriores convocou nesta quinta-feira o embaixador da Bélgica, na Rússia, Alex Van Meeuwen, para protestar “energicamente” contra o congelamento das contas.
“Aqueles que se atrevam a fazer isso (congelar os ativos russos) devem compreender que haverá medidas de represália”, declarou nesta sexta-feira o vice-ministro das Relações Exteriores, Vasili Nebenzia, citado pela agência Interfax.

A Yukos foi vendida principalmente à empresa pública russa Rosneft, companhia de segunda fila naquela época, que se tornou, desde então, o maior produtor mundial entre as empresas que cotam na bolsa.

Preso durante dez anos e atualmente no exterior, Mikhail Jodorkovski saudou o congelamento dos ativos russos na Bélgica, em mensagem em sua página Twitter.

Você pode gostar também

Mundo

Nicolás Maduro convoca venezuelanos à rebelião caso a oposição o afaste do poder

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu hoje (1º) que os trabalhadores se declarem em rebelião e iniciem uma greve geral por tempo indeterminado se a oposição chegar ao palácio

Mundo

Super Terça-Feira agita panorama eleitoral nos Estados Unidos

Treze estados e um território norte-americano realizam hoje (1º) a Super Terça-Feira, um dos dias mais importantes da fase que antecede a escolha dos candidatos que vão representar os partidos

Mundo

Armas nucleares estão no topo de preocupações com paz e segurança, diz ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou nesta quarta-feira (20), eEm reunião no Conselho de Segurança da ONU, que as armas nucleares estão no topo das preocupações de paz

Deixe seu comentário