Dente de leite leva cientistas de Campinas à NASA

Foto: Divulgação

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A curiosidade de pesquisadores norte-americanos foi despertada quando tomaram conhecimento do processo de armazenamento das células-tronco da polpa do dente de leite feito pelo Centro de Tecnologia Celular campineiro, R-Crio. Como a guarda das células visa a sua utilização, no futuro, em tratamentos de saúde, os cientistas José Ricardo Muniz Ferreira e Roberto Fanganiello — o primeiro, CEO e fundador do laboratório e o segundo, consultor científico —, foram convidados para realizar o workshop Empreendedorismo e tecnologia para a sociedade, no Space Life Science Laboratory, em Merritt Island (FL-USA). O instituto é fruto da parceria entre o governo da Flórida e a Nasa. A finalidade da dupla será mostrar como é possível transformar o objeto de pesquisa científica em negócio, colocando o que há de mais sofisticado na academia à disposição do público. Esta é a primeira vez que brasileiros expõem neste centro.

Muniz Ferreira – doutor em biomateriais e periodontista – e o biólogo Roberto Fanganiello, Ph.D em genética Humana pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Yale, irão abordar desde aspectos técnicos relacionados ao processo inovador de isolamento, expansão e criopreservação das céluas-tronco extraídas a partir da polpa do dente de leite desenvolvido pela R-Crio, assim como explicar o potencial destas células, consideradas um importante instrumento para a medicina regenerativa. As células mesenquimais são diferentes das encontradas no cordão umbilical – de origem sanguínea –tanto em quantidade quanto em qualidade. Elas são capazes de se expandir em milhões e se transformar em osso, cartilagem, pele, músculo e entre outros.

Doenças degenerativas
Desde o início do último século, iniciativas apontam que a prevenção, controle e tratamento de doenças infecciosas contribuíram significativamente para o aumento da expectativa de vida em países de todo o mundo. As doenças degenerativas, entretanto, ainda são um grande desafio e por isso as células-tronco se apresentam como uma importante e real alternativa. Dentre os principais desafios encontrados estão: a atual relevância desses males em relação a taxas de mortalidade — incluindo doenças cardíacas, diferentes formas de cânceres, diabetes, entre outras — junto a uma grande preocupação da comunidade clínica e científica internacional. Ainda assim, muitas pesquisas que estão sendo realizadas no mundo, incluindo o Brasil, estão permitindo o desenvolvimento de novas estratégias, que apontam para resultados previsíveis com menos possibilidades de distúrbios e transtornos aos pacientes.




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