Desorganização contábil e má gestão fizeram Limeira ser mal vista, diz Hadich

Cidade como um todo ainda tem desafios, mas está se tornando novamente respeitada nos cenários regional, estadual e nacional.

Hadich diz que momento é de pensarmos na cidade.

Em entrevista ao Alô Limeira, o prefeito Paulo Hadich (PSB) conta como encontrou a prefeitura quando tomou posse em 2013. Segundo ele, ao assumir o governo, viu uma “terra arrasada”. A área de saúde, por exemplo, tinha a política do menor custo, na segurança, existiam guardas-civis municipais desmotivados e sem autorização para uso de armas e a Secretaria de Agricultura não possuía um agrônomo.

“Nós herdamos um completo descontrole da Administração Pública. Tínhamos uma estrutura interna completamente desmontada”, comenta Hadich. Segundo o prefeito, havia dinheiro em algumas contas, mas por incapacidade de gasto, estes recursos mostraram-se insuficientes, pois foi feito um mau trabalho de gestão interna e de gasto do dinheiro público. “A administração não é para dar prejuízo, mas também não é para dar lucro. É para empatar.”

De acordo com o prefeito, esta completa desorganização contábil levou o Tribunal de Contas do Estado a rejeitar as contas de governos anteriores, inclusive de 2011. “Uma das primeiras coisas que fizemos quando assumimos foi justamente promover essa organização e fomos até o Tribunal de Contas obter orientações.”
Hadich afirma que para alguns governos essa bagunça é interessante porque facilita o desvio de recursos. A atual gestão fez o levantamento de todos os apontamentos do Tribunal de Contas e corrigiu os erros. Esse trabalho de recuperação eliminou os desvios de recursos indevidos e permitiu ao governo fazer mais consultas e exames, oferecer uma merenda de melhor qualidade e contratar melhores profissionais.

Uma série de mudanças foi implantada na gestão atual, principalmente na área da transparência e na criação de políticas públicas. Segundo Hadich, isso promove a participação popular, por isso são realizadas diversas audiências públicas e debates com a população.

"Cidade como um todo ainda tem desafios, mas está se tornando novamente respeitada nos cenários regional, estadual e nacional"

MUDANÇAS
Muito do trabalho que foi feito pela administração atual ainda não é de conhecimento de todos. Na opinião do prefeito, as pessoas percebem as coisas acontecendo, mas não têm conhecimento de que foi a prefeitura que implantou. Como exemplo, ele cita o fim das filas na saúde, com aumento de 111% nas consultas da clínica geral; a valorização dos servidores; a implantação de um processo pedagógico na Educação; o trabalho na área de segurança, que vem refletindo na redução drástica dos índices criminais e as mudanças no transporte coletivo, que avançou muito, mas ainda tem o que melhorar, possuindo uma das menores tarifas da região com o cartão e uma das frotas mais novas do país.

O prefeito também comenta que a população está se tornando cada vez mais crítica e que isso é bom. “Ela exige mais e é bom que seja assim porque em cada eleição vamos escolher candidatos de melhor nível. Percebemos ao longo dos últimos 20 anos que a população não prefere mais os candidatos folclóricos, mas sim aqueles com perfil de administradores.”

Sobre a reeleição, Hadich afirma que essa discussão ainda não foi feita internamente, nem dentro do partido nem com seu conjunto de aliança. “Eu não tenho essa preocupação com a reeleição neste momento porque eu já estou no exercício do mandato e tudo aquilo que eu penso a respeito do poder público eu tenho a oportunidade de implantar e é o que estamos fazendo hoje, diferentemente daqueles que querem ocupar a cadeira e precisam sair correndo atrás para viabilizar suas candidaturas”. De acordo com o prefeito, sua candidatura depende do consenso da aliança.

Em todas as áreas sempre haverá o que ser feito, lembra o prefeito. A cidade como um todo tem desafios e Limeira está se tornando novamente respeitada nos cenários regional, estadual e nacional, o que ela havia perdido ao longo dos anos. “Se nós conseguimos trazer um Bom Prato, um Poupatempo, mudar o regime do presídio e manter os recursos para construção do Fórum, foi graças ao prestígio que a cidade readquiriu com o governo do Estado ao longo dos anos. Se conseguimos trazer 52 médicos, estamos conseguindo mais creches e obras que ainda estamos na briga para liberação de recursos, foi graças ao prestígio que Limeira readquiriu com o governo federal”, relata.

Para Hadich, um mandato de quatros é e não é suficiente. Existem medidas que precisam de alguns meses para implantar e outras precisam de muitos anos. As políticas públicas não devem ser propriedade do governo ou de quem está assumindo. Têm que ser propriedade da sociedade, por isso a prefeitura realiza tantos debates, estudos, audiências públicas, para que todos participem: “Não pode ser decisão só do prefeito e governo, mas sim de todos. Essa participação é importante porque o governo muda, tem data para começar e terminar, mas a sociedade é sempre a mesma.”

Para um possível segundo mandato, estão nos planos do atual prefeito a construção de um novo hospital, ligando todas as forças de saúde do município, uma estrutura de manutenção para as escolas, ampliação do número de vagas nas creches e o plano de valorização salarial dos professores. Na área de segurança, Hadich pretende aprofundar algumas ações, como implantar uma viatura por região que faça um patrulhamento 100% comunitário. Não será para buscar bandidos, mas sim estar presente junto às lideranças da comunidade, como padres, diretores de escola, associações, cotidianamente para levantar informações da região e assim passá-las para a Guarda Civil Municipal, Polícias Civil e Militar e fazer um trabalho multisetorial.

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