A diferença entre ser mãe e ter filhos

“Toda mãe é uma leoa!“, é uma das frases mais ditas sobre a maternidade. Isso é verdade, a mais pura verdade. Nenhuma mãe aceita, gosta ou permite que toquem em um filho seu. Conhecemos a garra de uma mãe pra defender seu filho.

Isso faz dela uma mãe maravilhosa? Não! Não faz não! Defender um filho é apenas uma das atribuições de uma mãe, na verdade, nem de atribuições podemos chamar, mas sim de instinto materno…

Quando falamos no exercício da maternidade (e da paternidade também), devemos pensar o que se espera de nós, qual nossa missão maior. Estamos criando pessoas, futuros cidadãos adultos e atuantes em uma sociedade. Essa noção deve nortear nossas ações com nossos filhos.

Sabemos como é difícil colocar limites, como é difícil dizer não aos apelos daquela carinha linda, amada e de bochechas gordinhas… não é fácil dar bronca, repreender e ver aquela doce carinha brava conosco, até com raiva algumas vezes. Nem sempre é fácil acreditarmos que nossos filhos erram e fazem coisas das quais não nos orgulhamos.

Mas eles fazem sim! Fazem muitas vezes. Erram e errarão. Mostrar-se-ão egoístas em muitos momentos, cruéis em outros. Serão doces e amáveis muitas vezes, altruístas e leais tantas outras vezes.

Às mães (e pais) cabe o difícil papel de olhar as coisas com olhos atentos, de quem não deixa passar nenhuma atitude, de quem não deixa de avaliar nenhuma ação, pois estas primeiras ações, ainda na infância, tornar-se-ão base para as ações deles quando adolescentes e quando adultos.

Para Gottman e De Claire (1997), os pais que não impõem limites e tampouco procuram orientar o comportamento de suas crianças, podem ter como resultado, filhos que apresentam dificuldades para concentrar-se, em fazer amizades e em relacionar-se com seus pares. Hart (1992, p. 36), por sua vez, refere-se à permissividade afirmando que “muitos pais pensam que seus filhos se sentem amados porque podem fazer o que desejam. As crianças precisam de limites seguros, saudáveis e razoáveis, e nossa disposição em colocar esses limites transmite amor”. E conclui: “Se vocês encontrarem tempo para conversarem todos os dias, jamais se tornarão estranhos.”

Aos pais de hoje em dia, fica o convite à reflexão: Estou buscando educar e criar meu filho para ser um cidadão consciente? Para saber conviver em sociedade, respeitando os demais e buscando o respeito? Amo meu filho o suficiente para repreendê-lo quando necessário? Enxergo as qualidades e os defeitos de meu filho, com o intuito de auxiliá-lo a melhorar sempre?

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