A difícil arte de ser um casal

Será possível, então, um triunfo no amor? Sim. Mas ele não se encontra no final do caminho: não na partida, não na chegada, mas na travessia.” Rubem Alves

E muitas vezes seguimos nós, buscando o final feliz para o amor, para os relacionamentos… Nos perguntamos, não raras vezes, quando serei feliz com meu marido/esposa, com namorado/namorada…

Sonhamos com esse dia. Uns têm a certeza que quando se casarem, a felicidade virá, outros nutrem a esperança de serem felizes com a chegada dos filhos, outros ainda com aquela tão sonhada promoção, “quando ela perder peso ou quando ele parar de jogar futebol com os amigos” virá a felicidade.

Colocamos as expectativas da felicidade conjugal em diversos fatores, mas nos esquecemos de coloca-la em nós mesmos, no próprio relacionamento.

Somos os responsáveis pelos relacionamentos que vivemos, pelos carinhos que negligenciamos, pelos diálogos que economizamos, pela agressividade que imprimimos em nosso dia-a-dia, pelos elogios que achamos besteira fazer, pela escuta que negamos ao outro…

Se podemos agir como disse acima, também podemos dar carinho, porque, normalmente, dando carinho, o recebemos de volta, podemos dialogar, pois isso evitaria muitos desentendimentos, deixaria as coisas mais claras. Se podemos ser agressivos, também podemos ser assertivos (podemos nos colocar e deixar clara nossa insatisfação, sem machucar o outro). Quando elogiamos o outro, mostramos o que gostamos em seus comportamentos e normalmente, o outro é nosso espelho, portanto…

Quando escutamos o que as pessoas têm a nos dizer, especialmente, nossos companheiros, cônjuges, damos ao nosso relacionamento e a nós mesmos a chance de realizarmos mudanças significativas, que nos faça felizes, mudanças que possam significar evolução. Melhoria.

A felicidade, o casamento feliz, acontece todo dia… Acontece naquela conversa despretensiosa, naquele carinho inesperado, naquelas risadas espontâneas e gostosas que ocorrem na rotina do dia-a-dia.

O segredo do casamento feliz não está em seu final feliz, mas sim na construção de dias felizes… de dias de cumplicidade e de proximidade.

Casais, deem as mãos e caminhem no sentido de transformar sua rotina em felicidade.


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