E como lidar com meu emocional, a partir de hoje?

Ano Novo, vida nova, recomeço, melhorar, novas oportunidades… Mas, calma, isso não vem assim, sozinho, com a virada do ano, né?

É preciso que nossa mudança venha do interior para o exterior. Que ela nasça dentro de nós e comece a crescer. Comece a evoluir.

Não existe mudança sem auto-conhecimento, ele é uma ferramenta imprescindível para quem busca um ano novo diferente.

É preciso saber quem sou, como ajo, o que sinto, o que me leva a emitir comportamento X ou Y, para só então, pensar numa estratégia de mudança.
Convido a você, neste final de ano, a uma reflexão profunda sobre quem é você e o que te move!

Vamos pensar juntos?

Quais foram nossas maiores alegrias esse ano? O que aconteceu para que tivéssemos estado tão alegres? Como nos comportamos diante disso?

Do outro lado, quais foram as nossas maiores tristezas? O que aconteceu para que tivéssemos estado tão tristes? Como nos comportamos diante desta tristeza?

Quais foram às ações que tivemos que nos deram mais orgulho? O que senti? Como foi a repercussão disso?

E aquelas ações das quais eu não me orgulho, quais foram? Aquelas que eu mudaria, caso pudesse? O que essas ações nos renderam?

Diante disso, como percebo meus comportamentos, meus sentimentos e meus pensamentos ao longo do ano?

Lembremos que nossos comportamentos são consequência de como pensamos a vida, de como pensamos sobre nós mesmos, de como sentimos as situações que nos ocorrem e nos circundam, não são atos isolados e desconectados, portanto, modificar aquilo que eu não gostei em minhas ações e em mim, durante o ano que se encerra, me leva a uma viagem sobre como eu sou, como entendo meu funcionamento, o que espero das pessoas ao meu redor. Como me sinto frente ao mundo.

Quando consigo compreender e chegar a uma conclusão sobre tudo isso, consigo começar a planejar minhas mudanças, que vêm de dentro. Por exemplo, quando eu perceber que me sinto uma vítima das situações que me ocorrem, mas que na verdade eu sou responsável por elas, à medida que possibilitei que ocorressem, no mínimo, eu consigo modificar meu pensamento sobre minha ação e sobre a situação em si e consigo pensar em outra cadeia de comportamentos, desta vez mais funcional.

As mudanças, ainda que lentamente, vão ocorrendo e vão nos dando a sensação de “dever cumprido” de ação correta realizada e isto tem um impacto direto no aumento de nossa auto-confiança e auto-estima e da redução da ansiedade (pois compreendo que eu controlo minha ação, portanto, parte do que vivo e experiencio está sob o meu controle).

Sabiamente já dizia Jung: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

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