Educação Especial promove festa junina para alunos com atendimento domiciliar

Foto: Adilson Silveira.

Foto: Adilson Silveira.


Promover a inclusão e uma melhor acessibilidade às crianças que possuem algum tipo de deficiência são os objetivos da Secretaria de Educação, por meio de Departamento de Educação Especial. Aproveitando o período de Festa Junina, os alunos Henrique Amaral Arigoni, 14 anos, e Henrique Cortinhas Rogge Dibbern, 9 anos, da Emeief Vereador Mauro Sérgio Vieira, que recebem atendimento domiciliar, tiveram uma tarde especial nesta quinta – feira, 16 de junho, promovida pela professora especialista Damaris Braidotti.

Com direito à música e comidas típicas de festa junina, os alunos aprenderam ainda uma receita de pipoca com a professora Damaris, que também se caracterizou de caipira. Já faz três anos que Henrique Arigoni é aluno da professora e há seis anos recebe o atendimento domiciliar. Henrique possui paralisia cerebral. Mesmo com os movimentos restritos por ser acamado não deixou de participar de todas as atividades realizadas, sentido a textura dos objetos, ouvindo o estouro da pipoca e como par de dança da professora. “Todas as atividades são realizadas de acordo com a necessidade do aluno”, disse Damaris.

Conforme Reginaldo Arigoni, pai de Henrique, o atendimento é uma porta de entrada para ele se inserir ao mundo.”A socialização dele é bem restrita e o atendimento tem proporcionado muitas coisas, principalmente na evolução do seu quadro cognitivo. Só temos a agradecer a todos”, ressaltou.

Há nove anos, Henrique Dibbern, que tem uma doença genética chamada Síndrome de Werdnig-Hoffmann, degenerativa, evolutiva, recebe atendimento. Para participar da festa, ele contou com a participação da mãe, da tia e dos avós, que ajudaram animar a aula. Heleni Cortinhas Dibbern, mãe do aluno e professora da rede municipal, contou que se especializou em educação especial por conta do filho.”Meu objetivo era entender melhor e ter um olhar diferente sobre a criança especial. Com o atendimento, a evolução dele tem sido muito positiva”, relatou.

Heleni disse ainda que existe um trabalho muito importante de inclusão nas escolas. “Existe uma inclusão muito positiva, principalmente entre as crianças que disputam quem vai empurrar a cadeira de rodas dele. Tudo que precisamos para melhorar a qualidade de vida do Henrique, nós conseguimos com a Prefeitura”, informou.

A inclusão é um processo que leva a repensar as estruturas sociais, as práticas pedagógicas, os atendimentos referentes aos profissionais da saúde, a assistência social, enfim, os serviços públicos oferecidos à população com deficiência, que hoje representa em torno de 20% da população. “A Educação Especial, na perspectiva inclusiva, necessita da parceria entre as diversas áreas de atendimento à população, para que possa garantir os direitos das pessoas com deficiência, bem como, suprir as suas necessidades”, explicou Mariluz Barreto, chefe do departamento de Educação Especial, da Secretaria de Educação.




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