Inédito no Estado de São Paulo, Botão do Pânico será lançado nesta segunda-feira em Limeira

A Prefeitura de Limeira e o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal) realizarão na segunda-feira (16) o lançamento oficial do “Programa Priscila Munhoz”, mais conhecido como “Botão do Pânico”. O serviço será oferecido pela Rede Elza Tank de Atendimento Integrado à Mulher em Situação de Violência. Limeira é a primeira cidade do Estado de São Paulo a implantar a tecnologia que funcionará em caráter preventivo e visa agilizar o atendimento a ocorrência, não garantindo segurança ao usuário. O trabalho será desenvolvido de forma intersetorial e contará com o atendimento da ocorrência pela GCM (Guarda Civil Municipal) e Polícia Militar. Neste primeiro momento, a atribuição caberá a GCM.

O dispositivo é formado por um aparelho de uso pessoal, com chip e bateria, que ao ser acionado emite um sinal para um smartphone por meio de um programa ligado a internet. Imediatamente o aparelho passa a gravar a conversa num raio de até cinco metros. Os smartphones ficarão em uso da GCM, que receberá o aviso, caso o aparelho seja acionado. A mensagem será transmitida para o Centro de Operações da Guarda Civil Municipal (COP), que enviará imediatamente uma viatura para o local. A gravação é encerrada após o fim da operação da guarda.

O aparelho emitirá também a foto do agressor para possível identificação dos agentes. A gravação da conversa e os detalhes da ocorrência serão usados no inquérito policial, enviados para a justiça. O Ceprosom vai disponibilizar psicólogos e assistentes sociais para o acompanhamento dos casos.

O prefeito Paulo Hadich destacou a novidade para o município e espera bons resultados. “Somos a primeira cidade do estado a ter uma rede fechada. Se conseguirmos salvar uma única vida, já será o suficiente”, afirmou.

A vereadora Erika Tank conta que esta é uma nova fase que traz esperança às mulheres vítimas de violência. “É um meio de emponderamento para elas levarem suas vidas, quebrando o ciclo de violência”, disse.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Maurício Miranda de Queiroz, ressaltou que a GCM está satisfeita por poder auxiliar nos futuros atendimentos aos casos de violência contra a mulher. “Todo projeto para atender as mulheres é sempre bem-vindo”, destacou.

O sistema funciona desde 2013 na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo. Em três anos de operação ele foi acionado apenas 24 vezes, ocasionando em 11 prisões. Ao todo, 100 dispositivos estão atuando na cidade de Vitória (ES).




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