Limeira registra 99,4% de queda nos casos de dengue

O secretário de Saúde, Alexandre Ferrari, destacou que nesse período não foi registrado nenhum óbito.  Foto: Adilson Silveira

O secretário de Saúde, Alexandre Ferrari, destacou que nesse período não foi registrado nenhum óbito.
Foto: Adilson Silveira


A intensificação das ações coordenadas da Secretaria da Saúde e parceiros, com foco na conscientização e participação da população e a fiscalização intensa dos locais com possíveis criadouros do mosquito da dengue deram resultado. Os casos de dengue em Limeira apresentaram uma redução significativa neste ano/dengue, de 99,4%. Foram registrados 124 casos no ano dengue 2015/2016, que começou em junho de 2015. No mesmo período do ano passado, foram 20.385 ocorrências. Os dados foram apresentados durante uma reunião do Comitê de Prevenção e Controle da Dengue, realizada nesta sexta-feira, 1º de julho, na sede da Secretaria de Educação.

O secretário de Saúde, Alexandre Ferrari, destacou que nesse período não foi registrado nenhum óbito. “Esse quadro demonstra a importância do trabalho de prevenção realizado na cidade, que contou com ações educativas, preventivas e de fiscalização”. Um dos reforços na área de fiscalização, apontados pelo secretário, foi uma mudança na lei que conferiu poderes para a Guarda Civil Municipal fiscalizar e autuar descartes irregulares de lixo e entulho.

No âmbito da educação, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) organizou 334 palestras educativas sobre a dengue em escolas e instituições da cidade. Já as escolas municipais desempenharam papel de destaque nesse segmento. De acordo com a representante da Secretaria de Educação, Elci Elvira Peixoto dos Santos, o assunto foi levado para a sala de aula e os alunos transformaram-se em multiplicadores das estratégias de prevenção. Outra iniciativa, foi a fiscalização dos prédios públicos, por meio de ‘síndicos’, servidores responsáveis por vistorias semanais, evitando acúmulo de água e criadouros.

A participação da sociedade civil nas ações preventivas e o comprometimento dos servidores municipais com a causa resultaram na realização de 12 mutirões contra a dengue em pontos distintos da cidade. “Foi um envolvimento histórico, recebemos o apoio de escoteiros, de atiradores do Tiro de Guerra, de empresas, faculdades, entre outros”, afirmou Ferrari.

As campanhas preventivas realizadas pelos hospitais públicos e particulares da cidade também foram fundamentais para o controle da doença, segundo o secretário. A parceria com essas instituições também apresentou êxito na adoção do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação Compulsória) – um aplicativo elaborado pela própria prefeitura que facilita o procedimento de notificação da dengue.

Houve, ainda, um trabalho de intensificação da vistoria realizada pelo CCZ e agentes de saúde da família, denominada casa a casa, que atingiu 215.878 imóveis. A nebulização em áreas com confirmação ou suspeita de dengue também foi positiva, com 31.169 imóveis atendidos. Nem mesmo as caixas d’água escaparam ao trabalho preventivo: 68 foram vistoriadas pela Defesa Civil, departamento ligado à Prefeitura de Limeira que apresenta maior agilidade para acessar lugares mais altos.

Paralelamente, diversas secretarias municipais colaboraram com a limpeza da cidade e eliminação de focos. Apenas no período de janeiro a junho, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos recolheu 9.178 toneladas de entulho descartados irregularmente em terrenos e áreas verdes da cidade.

Durante a reunião, a coordenadora do CCZ, Pedrina Aparecida Rodrigues, também apresentou os resultados da última medição do Índice de Densidade Larvária, realizada em maio. Nos 5.089 imóveis pesquisados, foram encontradas larvas do Aedes aegypti em 0,3%, contra 0,7% na pesquisa anterior, referente a janeiro. O índice preconizado pelo Ministério da Saúde é até 1%.

Um dado preocupante desse levantamento é que 2.067 imóveis abrigavam recipientes com potencial para o desenvolvimento de criadouros e desse total, 653 armazenavam água em seu interior – situação ideal para a proliferação do mosquito. “Os recipientes mais comuns são garrafas retornáveis (372), baldes ou regadores (107) e pratos de plantas (106). A população deve ficar atenta para eliminar esses focos”, disse Pedrina.

A reunião recebeu a participação da vereadora Mayra Costa, do médico Luiz Pedro Prada Neto (Medical), do coordenador de enfermagem da Humanitária, José Eduardo Buchetti, do pneumologista Danilo Gullo e de representantes de diversas secretarias municipais: Antônio Carlos Siqueira (Serviços Públicos); Cláudio Vieira (Saúde); e Amélia Maria P. da Silva (Centro de Vigilância Epidemiológica) e Rafael Martinati (Ouvidoria).




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