Mulheres já são maioria em público de games

Rio de Janeiro,março de 2016 – A Pesquisa Game Brasil 2016, realizada pela SIOUX, agência de tecnologia interativa referência nacional em games e gamificação, pela BLEND NEW RESEARCH, empresa de pesquisa especializada em consumo, e pelo GameLab da ESPM, é a nova leitura de campo que traça o perfil do gamer brasileiro. Em sua terceira edição, a pesquisa traz o cenário atual do mercado de games com a abordagem dos hábitos de consumo nas principais plataformas de jogos: mobile (smartphones e tablets), consoles e computadores.

Seguindo a mesma metodologia dos anos anteriores, a pesquisa teve a participação de 2.848 pessoas entrevistadas em 26 Estados e no Distrito Federal, entre os dias 15 e 26 de fevereiro. “Mantivemos a mesma consistência de dados das últimas leituras, o que demonstra um amadurecimento da categoria”, afirma Lucas Pestalozzi, presidente da Blend New Research. Ele destaca o forte apelo que atualmente os jogos têm em quase toda a população e não apenas entre os jovens, uma vez que a faixa etária principal dos gamers é de 25 a 34 anos. “No ano passado já havia o indicador de que as mulheres brasileiras superariam os homens no mercado de jogos em um curto espaço de tempo e isso se concretizou. Porém, o tempo que elas jogam é menor do que o do sexo oposto e o estilo de jogos que elas preferem também caracteriza um comportamento mais casual”, afirma Guilherme Camargo, CEO da Sioux.

O gamer brasileiro se consolida com o perfil multiplataforma – 70,8% jogam em mais de um dispositivo. O smartphone continua o mais popular (77,2%), seguido de computadores (66,9%) e consoles (45,7%). Apesar de toda a popularidade dos jogos, apenas 11% dos entrevistados se consideram “gamers” de verdade. A maioria é consumidor casual e utiliza os jogos como uma forma de entretenimento.

O dispositivo preferido para jogar é o smartphone, escolhido por 34,4% dos gamers, seguido do computador (30,1%) e consoles (29,9%).

A categoria de jogos preferida foi Estratégia (54,7%), seguida de Aventura (49,0%) e Ação (42,3%). Um fato interessante é que jogos de Estratégia estão entre os preferidos de ambos os sexos, no entanto, jogos de Trívia (Palavra Cruzada, Puzzle etc.), que está presente entre os top 3 para as mulheres, não figura entre os top 10 para os homens.
Há diversos locais onde o consumidor joga. Com a mobilidade dos smartphones, 87,6% dos entrevistados afirmam jogarem quando estão em deslocamento / trânsito (ônibus, metrô ou carro). No trabalho, a relação dos games também se manteve coerente com a edição anterior: 74,5% das pessoas jogam durante o horário de trabalho.

Relação Pais, Filhos e Jogos
Pelo segundo ano consecutivo, a pesquisa abordou a questão dos jogos relacionados a pais e filhos e consolidou a tendência do ano anterior, desmistificando qualquer barreira dessa forma de entretenimento. 88% dos pais entrevistados afirmaram que os filhos jogam algum tipo de plataforma de jogos eletrônicos. Assim como no ano passado, 17% dos pais são totalmente a favor de que seus filhos joguem e 65,8% gostam do hábito, porém, com algumas ressalvas. Em relação à interação entre pais e filhos, 85,6% têm o costume de jogarem juntos, simultaneamente, em um mesmo dispositivo. O maior controle dos pais em relação aos jogos são o tipo de jogo (62,2%) e o tempo dispendido (52,8%).

Categoria: Mobile (Smartphones e tablets)
Das pessoas entrevistadas, 71,9% afirmaram ter o costume de baixar algum tipo de aplicativo de jogos em seu smartphone. Das atividades diárias realizadas, 71,3% enviam mensagens de texto (WhastApp, Viber, entre outros) e 61,4% acessam redes sociais. Baixar jogos diariamente é hábito de 37,9% da amostra.

Baixar apenas jogos gratuitos continua sendo o comportamento da maioria dos jogadores (78,2%). A justificativa principal, segundo os entrevistados, para nunca ter pago por um jogo é que sempre existem outras opções gratuitas com o mesmo propósito (50,7%), seguida do risco de comprar e não gostar (48,2%). Apenas 16,5% afirmam que as propagandas dos jogos gratuitos não incomodam.

Dos 21,8% que já compraram jogos, o cartão de crédito é o meio mais popular, utilizado por 70,2% deles, seguido do PayPal (38,2%).

As principais fontes de informação sobre jogos são os amigos (45,1%) e as redes sociais (41,2%). 68,2% aceitam baixar jogos gratuitos que tenham anúncios publicitários, porém, acreditam que atrapalha a jogabilidade ou desempenho (64,9%).

Nos tablets a tendência é a mesma, mas com ênfase maior para jogos, uma vez que 81,5% têm o costume de baixar e o fazem toda semana (33,1%).




Categoria: Consoles
Apesar da oitava geração (Xbox One, PS4, WiiU) completar pouco mais de dois anos, o Xbox 360 (sétima geração) é o console mais popular, utilizado por 40,9% dos gamers, seguido do PlayStation 2 (35,3%) e PlayStation 3 (29,5%). Em termos de preferência, o Xbox 360 manteve a liderança do ano passado (31,9%) seguido do PlayStation 4 (24,7%).
O perfil de compra do gamer desta categoria também trouxe dados interessantes: 68,5% adquirem produtos no varejo brasileiro oficial, 14,5% no mercado paralelo e 10,2% em viagens internacionais. A principal motivação para a compra em uma revenda oficial é a garantia (70,3%). A maioria compra até 3 jogos por ano (64,8%).
Um fator interessante no comportamento de compra é a aquisição de jogos usados, citado por 46,1% dos entrevistados.
A avaliação feita pelos gamers brasileiros dos jogos de console dublados aponta que 40,9% atribuem qualidade boa, 37,3% regular e 15,5% excelente. Da modalidade de jogo preferida, Esportes obteve 14,8%, seguido de Tiro (13,9%) e Ação (10,3%).

Categoria: Computadores
Mesmo após quase 7 anos de seu lançamento, o Windows 7 é o sistema operacional mais popular entre os gamers (39,1%), seguido do Windows 10 (31,5%). O notebook, como dispositivo de jogo, é o preferido (68,6%) e a principal vantagem de jogar no computador, segundo os entrevistados, é uma melhor precisão (20,6%), seguida do menor custo na aquisição dos jogos (19,0%). O varejo on-line é o principal canal de vendas para jogos de PC (37,2%), seguido do varejo físico (27,8%) e microtransação dentro do próprio jogo (15%). O serviço online STEAM foi citado por 9,4%.

ESports
Com a grande exposição de campeonatos nos últimos anos, a pesquisa buscou entender como os jogadores estão encarando essa modalidade, cada vez mais profissional (o “eSports”). A maioria dos gamers nunca participou de um campeonato (63%), 33,6% já participaram entre amigos e apenas 3,4% já participaram de um “grande”, com organização oficial e premiação. Da amostra que participou de campeonato profissional, apenas 18,6% participaram em uma equipe profissional (81,4% em uma equipe amadora) e 72,5% nunca ganharam dinheiro jogando.
Do total dos entrevistados, 26% já assistiram a algum tipo de campeonato de jogos profissionais, sendo 71,2% através da internet e 34,5% no local do evento.

FIFA vs. PES
Duelo de gigantes no segmento de esportes, as duas franquias mais populares no varejo são FIFA e PES. De acordo com a pesquisa, FIFA tem a preferência dos gamers brasileiros com 60,4% vs. 39,6% do PES.

Marcas do Coração: Preferência Gamer
A pesquisa também identificou a preferência por marcas no segmento de smartphones, consoles e o jogo mais popular entre os entrevistados.

Entre os smartphones, a Samsung lidera com 32,2%; em consoles, a Sony (Playstation) está na frente, com 52,9%; e o jogo com maior popularidade de 2015 foi FIFA.

Os dados detalhados da pesquisa encontram-se no site oficial: www.pesquisagamebrasil.com.br.

Pesquisa Game Brasil 2016 (ESPM – Sioux – Blend )




Você pode gostar também

Tecnologia

WhatsApp voltará a ser bloqueado no Brasil

O WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens, será bloqueado mais uma vez em todo o Brasil, após decisão judicial do Rio de Janeiro. A decisão foi feita pela juíza Daniela

Tecnologia

Amazon Web Services premia Guiabolso como startup brasileira mais inovadora de 2015

No último dia 27 de maio (quarta-feira), a Amazon Web Services promoveu a primeira edição de seu Summit para Startups, com destaque para o AWS Case Award, premiação que escolheu

Tecnologia

Bancos começam a usar inteligência artificial no relacionamento com clientes

Decorar senhas e códigos de acesso está prestes a virar coisa do passado para os clientes de banco do país. Em breve, basta conversar com o celular ou com o

Deixe seu comentário