O advento da Internet e das redes sociais nos ajudou a evoluir quanto?

A internet e as redes sociais são ferramentas maravilhosas a nos unir, nos juntar com pessoas distantes, facilitar nossa comunicação, agilizar prazos e baratear o contato e aumentar o convívio.

Tudo isso é maravilhoso mesmo…

Entretanto, junto desta evolução digital e tecnológica toda, nos vemos hoje com muita dificuldade de nos comunicar, de ouvir o outro de entender, de fazer contato real.

A rapidez da internet nos fez intransigentes com o tempo… Não é raro recebermos uma mensagem em nosso whatsapp, por exemplo e, se por alguma razão, ainda que esta for a hospitalização, a doença, a dor, não respondemos imediatamente (como se o celular fosse uma parte de nosso corpo), recebemos dez, doze mensagens seguidas, consecutivas, com diferença de segundos do emissor da respectiva, indignado com nossa demora, nosso descaso!! Vemos frases do tipo: “Por que não responde? “, “Cadê você? “, “ Firmeza, não vai falar mesmo? “, dentre outras…

Muitas são as pessoas que, na madrugada mandam mensagens, uma, duas, três, atrapalhando o sono de quem teve a infeliz idéia de levar o celular para o quarto. Pergunto: Seria algo que pudesse ser resolvido, conversado ou negociado na madrugada? Em geral, não, apenas é o indicativo da falta de senso e de educação de quem emite tal comportamento.

Ser inserido em grupos que mandam mensagens, imagens e vídeos a cada 10 minutos… Pessoas que mandam áudios imensos, para explicar algo desnecessário, para falar uma bobagem qualquer e não percebem como atrapalham o dia-a-dia do outro que os recebe.

Além disso ainda “trombamos” com a necessidade do outro saber qual foi nossa última visualização no aplicativo e se existem as duas setinhas azuis, para que fique garantida a leitura. E a invasão à vida do outro! Ao direito do outro não olhar a mensagem naquele momento, ao direito do outro de não responder no momento que a mesma chega.

Não, não sou contra a tecnologia, nem as redes sociais… mas é preciso que aprendamos a conviver com as mesmas. A dar ao outro espaço, a não lhe invadir a vida com um pé de cabra.
Precisamos compreender que esses aplicativos são excelentes formas de facilitar a comunicação e não o controle sobre a vida do outro.

Vamos refletir sobre nosso uso destas ferramentas?

Coloque-se no lugar de quem está recebendo suas mensagens e seu contato. Como você se sentiria?

Se a resposta for diferente de: bem, feliz, tranquilo, etc, repense. Se você não gostaria de acordar com seu celular apitando na madrugada, por favor não acorde o outro. Se você, por ventura, pudesse se sentir mal recebendo 19 pontos de interrogação, 5 cadê você, 8 me responda, por favor, repense. Se você acha que receber um áudio longo e cansativo é invasivo e desnecessário, não envie.

Vamos buscar melhorar sempre. Fazer de nosso contato o melhor sempre.

Não deixemos uma ferramenta, um aplicativo social nos transformar em terroristas virtuais.

Você pode gostar também

Sophia Rodovalho

Mas quando foi que nos perdemos?

Durante essa semana muito se falou da lamentável, sofrível, ridícula e agressiva fala de Trump sobre as mulheres, chocamo-nos! Disse pontual e sabiamente Michelle Obama: “Eu não consigo acreditar que

Sophia Rodovalho

A ansiedade: o mal do século

Eis que ela surge, “do nada”, avassaladora, aquela tremedeira, suor frio, boca seca, mãos trêmulas, dor no peito… pensamento acelerado, a certeza de que o pior está perto de acontecer.

Sophia Rodovalho

Expectativas para o final de ano

Dezembro vai se aproximando e não é raro começarmos o “balanço” do ano que passou, para tentarmos “programar” o ano que virá… Esta é uma técnica, de fato, muito interessante,

Deixe seu comentário