Professores incentivam e alunos se tornam medalhistas em olimpíadas

Professores incentivam e alunos se tornam medalhistas em olimpíadas

Aulas nos fins de semana, criação de torneios próprios, aulas pelo computador. Os componentes da fórmula que leva estudantes de escolas públicas a vencerem olimpíadas de diversas áreas são os mais variados, mas um é ter alguém que acredita neles. No Dia do Professor, comemorado hoje (15), a Agência Brasil conversou com professores que formaram alunos premiados sobre os diferenciais que os levaram ao pódio.

“Acredito muito na educação como agente transformador e faço questão que os alunos percebam que acredito nisso e que acredito neles”, diz o professor de matemática Deivison de Albuquerque da Cunha.

“O que eu faço, na prática, é estar ao lado dos estudantes, não permitindo que eles desistam. Falo para não desistirem, para tentar de novo. O erro faz parte do aprendizado, errar não torna o aluno incapaz” afirma.

Cunha é professor na Escola Municipal Alberto José Sampaio, na Pavuna, bairro do Rio de Janeiro com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do município, com alto nível de pobreza e violência.

Uma estratégia para motivar os alunos foi criar a Olimpíada de Matemática Alberto José Sampaio. “Os alunos se sentiam muito desmotivados porque não ganhavam as olimpíadas e não conheciam ninguém que tivesse ganhado. Então, fizemos uma olimpíada nossa, para ver que podem ganhar sim e que não é distante da realidade deles.”.

Desde que começou a promover uma olimpíada própria, em 2013, a escola recebeu cinco menções honrosas e uma medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Coisas inimagináveis
Em Cocal dos Alves, no Piauí, o professor de matemática Antonio Cardoso do Amaral também confiou nos alunos da escola Ensino Médio Augustinho Brandão, tanto que fez questão de inscrevê-los já na primeira edição da Obmep, em 2005.

“Vi que passou na televisão e levei aos estudantes a ideia de participar. Eles não receberam de bom grado, acharam que não tinham condições, que não tinham preparo. Mesmo assim, consegui sensibilizá-los e tivemos um resultado importante, 25 alunos foram para a final e 17 ganharam prêmios, entre medalhas e menções honrosas”, lembra.

A cidade de 6,1 mil habitantes é hoje um “celeiro de medalhistas”, com a maior proporção de medalhas nas olimpíadas de acordo com a organização da Obmep.

Até 2018, só a escola de Amaral recebeu 154 premiações, entre medalhas e menções honrosas. Somadas as duas escolas do município, Cocal dos Alves teve até o ano passado 327 premiações.

Amaral e outros professores começaram, por conta própria, a dar aulas para os estudantes interessados na competição, oferecendo ajuda nos fins de semana.

Cada resultado positivo que a escola conseguia, motivava os estudantes a participar e a estudar para a competição. Segundo Amaral, foi a persistência que fez com que atingissem o que chama de “coisas muito inimagináveis”.

“No meu tempo de aluno, eu não tinha sequer um conhecido que estudasse medicina e não conhecia ninguém que conhecesse algum estudante de medicina. Isso era inatingível. Talvez a persistência desse nosso trabalho tenha levado a ver hoje meninos nossos formando em medicina, em direito”, afirma.

Valorização
Para o professor de história José Gerardo Bastos da Costa Júnior, as competições ajudam os estudantes a irem além dos conteúdos dados em sala de aula e a compreender melhor o mundo em que vivem. A preparação para a Olimpíada Nacional em História do Brasil, no campus Mossoró do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, começa em fevereiro.

Os estudantes do ensino médio têm acesso a atividades virtuais e assistem a palestras com professores do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

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