Veja o que muda nas regras para moradias populares em São Paulo com novo decreto

Rafael Mendonça
Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Paulo publicou novas regras para garantir que imóveis de habitação popular cheguem a quem realmente precisa. Agora, empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) terão fiscalização mais rígida, com controle digital, limites de preço e proibição de aluguel por temporada.

Mais controle e transparência

O novo decreto (nº 64.244/2025), publicado em 29 de maio, obriga empresas responsáveis pelos empreendimentos a verificarem e guardarem os documentos de renda das famílias beneficiadas. A comprovação deverá ser feita com documentos formais, e não mais apenas com declarações. Isso vale tanto para a compra quanto para a locação dos imóveis. A medida busca evitar fraudes e uso indevido das unidades habitacionais subsidiadas com recursos públicos.

As Subprefeituras e a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) ganharão mais poder para fiscalizar e aplicar penalidades. Em caso de irregularidades, os responsáveis poderão ter que devolver os incentivos recebidos, com correção e multa.

Limite de preços e proibição de aluguel de curta duração

O decreto define os valores máximos para a venda das unidades:

  • R$ 266 mil para imóveis HIS 1;

  • R$ 369,6 mil para HIS 2;

  • R$ 518 mil para HMP.

Já os aluguéis não poderão ultrapassar 30% da renda familiar máxima permitida para cada faixa de renda. Além disso, o texto proíbe aluguéis de curta duração, como em plataformas de hospedagem, e cessões informais dos imóveis.

Regras para comprovar renda e evitar distorções

A renda familiar será considerada de forma conjunta e com base em documentação, mesmo que algum integrante esteja temporariamente sem renda. A responsabilidade pela veracidade dos dados será do promotor ou locador. Em caso de falsificação, serão aplicadas penalidades conforme a legislação.

Venda de imóveis HIS deverá priorizar famílias cadastradas

A comercialização de imóveis HIS 1 deverá ser comunicada publicamente com pelo menos 30 dias de antecedência, priorizando famílias cadastradas em programas habitacionais da Prefeitura.

Conexão com os cartórios

Está prevista a assinatura de termos de cooperação com os Cartórios de Registro de Imóveis para padronizar procedimentos e garantir maior controle sobre a destinação dos imóveis.

Nova fase da política habitacional

As mudanças fazem parte da revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo e buscam reforçar a justiça social na política habitacional, segundo o secretário municipal de Habitação, Sidney Cruz. A prefeitura afirma que o objetivo é evitar distorções e garantir moradia para famílias com renda de até 10 salários mínimos.

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