Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor e marca novo passo na justiça tributária, diz Lula

Em pronunciamento em rede nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste domingo (30) a sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, entra em vigor a partir de janeiro de 2026 e representa, segundo Lula, uma “virada histórica” na política tributária do país.

Medida histórica amplia isenção do IR

Pela primeira vez desde a criação do Imposto de Renda no Brasil, em 1922, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixarão de pagar o tributo. A nova regra também reduz a alíquota para quem ganha até R$ 7.350, promovendo alívio financeiro para a maioria dos contribuintes. “O Brasil mudou nesta última semana”, afirmou o presidente, destacando que o país está trocando privilégios de uma elite financeira por benefícios para a maioria da população.

Segundo o governo, uma pessoa com salário de R$ 4.800 poderá economizar até R$ 4 mil por ano – o equivalente a um décimo quarto salário.

Medida cumpre promessa de campanha e reforça tom eleitoral

Lula apresentou a ampliação da isenção como uma das promessas de campanha cumpridas e destacou que ela integra um conjunto de ações voltadas ao combate à desigualdade. O presidente também citou outros programas sociais de sua gestão, como o Bolsa Família, o Pé de Meia, o Luz do Povo e o Gás do Povo, todos voltados à população de baixa renda.

A fala do presidente teve forte tom eleitoral, a menos de um ano das eleições de 2026, nas quais ele poderá disputar a reeleição. Segundo Lula, a ampliação da isenção é mais um passo na “reconstrução do Brasil com justiça social”.

Compensação virá da taxação dos super-ricos

Lula afirmou que a renúncia fiscal gerada pela medida, estimada em R$ 28 bilhões, será compensada com a tributação de aproximadamente 140 mil pessoas que integram a parcela mais rica da população. O presidente destacou que o impacto recairá sobre 0,1% dos brasileiros que hoje têm altos rendimentos e pagam pouco ou nenhum imposto sobre lucros e dividendos.

“As famílias brasileiras vão ganhar um alívio no bolso, e quem sempre teve isenções e privilégios vai pagar a sua parte justa. Isso é justiça tributária”, declarou.

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