Para Marilene Mendes da Silva, de 73 anos, a última quinta-feira (9) foi marcada por um sentimento parecido com o dia do próprio casamento. Moradora do Núcleo Cidade A.E. Carvalho/Jardim Cipoaba, em São Mateus, Zona Leste da capital, ela recebeu das mãos da Prefeitura o título definitivo de sua propriedade — um documento aguardado por 35 anos.
“Desde cedo estou nervosa, aquela ansiedade é igual à de quando a gente vai casar, mas é de felicidade”, contou, emocionada. Ao receber o documento, beijou a escritura e disse onde ficará guardado: “Na minha cabeceira.”
A entrega faz parte do Programa Escritura na Mão, que nesta edição contemplou 628 famílias com o título gratuito de propriedade. O evento ocorreu no CEU Rafael, e faz parte de um esforço da Prefeitura para regularizar moradias em áreas ocupadas há décadas. Desde 2021, 58.862 moradias foram regularizadas na capital, sendo 1.800 só em São Mateus.
“Agora vocês têm o cantinho de vocês”
A autônoma Edna Dias Matias, de 41 anos, também teve motivos para comemorar. Após 24 anos de espera, ela agora tem o documento que garante a posse da casa onde criou os filhos Giovanna, de 15, e Caio, de 18.
“Hoje mesmo, antes de vir para o evento, olhei para os meus dois filhos e disse: ‘Agora vocês realmente têm o cantinho de vocês’. Estamos muito felizes”, relatou. Para Edna, o momento representa o fim de promessas e incertezas. “Muitos prometeram, mas só agora conseguimos.”
“Agora vocês têm o cantinho de vocês”
A autônoma Edna Dias Matias, de 41 anos, também teve motivos para comemorar. Após 24 anos de espera, ela agora tem o documento que garante a posse da casa onde criou os filhos Giovanna, de 15, e Caio, de 18.
“Hoje mesmo, antes de vir para o evento, olhei para os meus dois filhos e disse: ‘Agora vocês realmente têm o cantinho de vocês’. Estamos muito felizes”, relatou. Para Edna, o momento representa o fim de promessas e incertezas. “Muitos prometeram, mas só agora conseguimos.”
Um legado construído com esforço
Casados há 40 anos, Antônio Marcos Sureira e Ladiane José da Silva Sureira também deixaram o CEU Rafael com a escritura em mãos. O casal sonhava há 25 anos com a legalização do imóvel e agora se diz em paz por poder deixar um legado para a filha de 22 anos.
“Nossos pais não puderam nos deixar uma herança, mas estamos deixando algo para nossa filha, para não precisar pagar aluguel como nós fizemos por tanto tempo”, disse Antônio. O casal planeja um jantar especial para comemorar a conquista.
Regularização transforma bairros
Além de garantir segurança jurídica às famílias, o programa também vem acompanhado de obras de infraestrutura urbana. No Núcleo A.E. Carvalho/Jardim Cipoaba, a Prefeitura realiza pavimentação, drenagem, rede de água e esgoto, paisagismo e reforço do solo.
O prefeito Ricardo Nunes destacou a importância do documento entregue: “Essa escritura não é só um papel, é segurança, é valor para o imóvel e é um direito garantido para as próximas gerações.”
Para o secretário municipal de Habitação, Sidney Cruz, a entrega representa uma transformação social: “A regularização fundiária transforma vidas. Temos mutirões semanais em todas as regiões para agilizar esse processo.”
