Motoristas de ônibus entram em greve em São Paulo por falta de 13º salário

Motoristas de ônibus de São Paulo fazem greve após não receberem o 13º salário; prefeito cobra empresas e repasses estão em dia.

Rafael Mendonça
terminal de onibus são paulo

Parte dos motoristas de ônibus do transporte municipal de São Paulo entrou em greve nesta terça-feira (9), no fim da tarde, após o não pagamento do 13º salário. A paralisação gerou aglomeração nos terminais e agravou o trânsito na capital, com mais de 1.300 quilômetros de vias congestionadas. O prefeito Ricardo Nunes criticou duramente a conduta das empresas responsáveis e afirmou que a prefeitura está em dia com os repasses.

Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas), a decisão de paralisar parte da frota foi motivada pela ausência do pagamento do 13º salário, benefício garantido por lei. A entidade alega que a responsabilidade é das empresas concessionárias, que não cumpriram a obrigação com os trabalhadores.

A greve começou no fim da tarde e, até o momento, não há previsão oficial para o retorno total das atividades. Terminais e corredores de ônibus apresentaram grande movimentação de passageiros, com reflexos imediatos no tráfego urbano.

Prefeitura diz estar em dia com repasses e cobra empresas

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Ricardo Nunes classificou como “inaceitável” a conduta das empresas e prometeu agir para garantir os direitos dos motoristas. Ele afirmou que a prefeitura já realizou todos os repasses financeiros devidos às concessionárias e que não aceitará ser pressionado pela paralisação.

“Eu vou tomar todas as medidas para que o trabalhador tenha o direito de receber o 13º. Não achem eles que vão fazer uma pressão para cima da prefeitura. Eu não vou aceitar”, declarou o prefeito.

Empresas ainda não se pronunciaram oficialmente

Até a última atualização, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) não havia emitido resposta oficial sobre o não pagamento do benefício. A paralisação segue sem previsão de término, e novas manifestações por parte do sindicato dos motoristas não estão descartadas.

Enquanto isso, a cidade enfrenta dificuldades com o transporte público reduzido, e os passageiros buscam alternativas para se deslocar em meio ao caos viário.

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