Seis torcedores da Mancha Alviverde foram presos nesta terça-feira (1º) pela Polícia Civil de São Paulo, suspeitos de participação em uma emboscada contra integrantes da torcida Máfia Azul, do Cruzeiro. A ação ocorreu em 27 de outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, e resultou na morte de um cruzeirense e ferimentos em outras 15 pessoas.
A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cumpriu 10 mandados de prisão — sendo nove temporárias e uma preventiva — e 12 de busca e apreensão. Outros quatro torcedores da Mancha ainda são considerados foragidos.
Lista de presos e foragidos
Os palmeirenses presos são:
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Thiago Amorim de Melo
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Mauricio Hernesto Hildebrando da Silva
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Júlio César Ferreira Souza
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Luciano Sérgio Tancredi
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Éder da Silva Pongelupe
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Rogério Ribeiro de Andrade
Estão foragidos:
7. Neilo Ferreira e Silva
8. Alexandre Santos Medeiros
9. Cesar Augusto Pinheiro Melo
10. Renato Mendes da Silva
Segundo o Ministério Público de São Paulo, 26 integrantes da torcida são investigados por homicídio, tentativa de homicídio e incêndio. A emboscada teria sido motivada por um desejo de vingança, após um confronto ocorrido em Minas Gerais, em 2022.
Vídeos ajudaram na identificação
De acordo com a investigação, os suspeitos foram identificados por meio de vídeos da emboscada, gravados pelos próprios agressores e divulgados nas redes sociais. As imagens mostram o uso de barras de ferro, pedras e rojões contra os torcedores rivais, além do incêndio de ônibus utilizados pela torcida cruzeirense.
Réus no processo
Até dezembro do ano passado, 20 torcedores palmeirenses já haviam sido tornados réus pela Justiça. Entre eles, o ex-presidente da Mancha, Jorge Luiz Sampaio Santos, que renunciou ao cargo antes de se entregar, e o vice-presidente da torcida, Felipe Mattos dos Santos, também preso.
A lista completa inclui membros com diferentes níveis de envolvimento no caso, entre eles advogados, professores de artes marciais e torcedores comuns. A Justiça autorizou também a apuração do envolvimento de um homem ligado a uma torcida organizada do Vasco da Gama, que mantém laços com a Mancha.
Operação “Agguato 2”
Mais de 60 policiais e 20 viaturas participaram da “Operação Agguato 2” — nome que significa “emboscada” em italiano. A ação visou cumprir os mandados expedidos e colher novas provas sobre o caso.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a operação segue em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias.