Chikungunya: saiba como se proteger da doença que avança no Brasil e no mundo

Rafael Mendonça
O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da chikungunya, dengue e zika no Brasil. Foto: Divulgação

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus e considerada endêmica no Brasil. Autoridades de saúde alertam que, mesmo fora de grandes epidemias, o risco de transmissão permanece elevado, especialmente em períodos chuvosos e de altas temperaturas.

O que é a chikungunya

A chikungunya é causada por um vírus que provoca febre e dores intensas nas articulações. A doença circula em áreas urbanas e tem avançado no mundo em razão das mudanças climáticas, da urbanização acelerada e do aumento da circulação de pessoas entre países.

No Brasil, a doença apresenta surtos recorrentes, principalmente em regiões de clima quente, onde o mosquito transmissor encontra condições ideais para se proliferar.

Como ocorre a transmissão

A transmissão acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti ou do Aedes albopictus infectado pelo vírus. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

O mosquito se prolifera em locais com água parada, como vasos de plantas, caixas d’água abertas, pneus, garrafas e calhas entupidas.

Quais são os principais sintomas

Os sintomas mais comuns da chikungunya incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça, mal-estar, dores musculares e, principalmente, dores intensas nas articulações.

Dores articulares prolongadas

Um dos principais diferenciais da chikungunya é a dor articular persistente, que pode durar meses ou até anos em alguns pacientes, comprometendo a qualidade de vida.

Quem corre mais risco de complicações

Recém-nascidos, idosos e pessoas com doenças preexistentes apresentam maior risco de desenvolver formas mais graves da chikungunya.

Maior impacto entre mulheres

Estudos indicam que mulheres representam cerca de 60% dos casos registrados no Brasil e podem apresentar dores articulares mais intensas, possivelmente por fatores hormonais e imunológicos.

Diagnóstico da chikungunya

O diagnóstico pode ser clínico, com base nos sintomas, ou laboratorial. Nos primeiros dias da infecção, o vírus pode ser identificado por exame PCR. Após esse período, exames sorológicos detectam anticorpos produzidos pelo organismo.

Diferença entre chikungunya e dengue

A chikungunya e a dengue apresentam sintomas semelhantes, como febre e mal-estar, mas a principal diferença está na intensidade das dores articulares.

Chikungunya causa dor mais intensa

Na chikungunya, as dores nas articulações costumam ser mais fortes e duradouras. Já a dengue tende a provocar quadros mais graves do ponto de vista clínico, com maior risco de internações, porém com sintomas de menor duração.

Vacina contra chikungunya no Brasil

Em 2025, a Anvisa aprovou a vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante começou a ser aplicado de forma piloto em municípios selecionados, com foco no controle epidemiológico.

A vacinação é considerada uma ferramenta importante, mas não substitui as medidas de controle do mosquito transmissor.

Como se proteger da chikungunya

A principal forma de prevenção continua sendo o combate ao mosquito. Medidas simples podem reduzir significativamente o risco de transmissão.

Cuidados essenciais

Evite deixar água parada em recipientes; mantenha caixas d’água bem vedadas; limpe calhas e quintais; use repelente; prefira roupas que cubram braços e pernas; e colabore com ações de fiscalização e controle do mosquito.

Casos no Brasil e no mundo

Dados recentes apontam centenas de milhares de casos de chikungunya em diversos países. O Brasil concentra a maior parte das ocorrências nas Américas, respondendo também pelo maior número de óbitos relacionados à doença.

A Organização Mundial da Saúde alerta para o risco de expansão global da chikungunya, impulsionada por mudanças climáticas, urbanização e aumento das viagens internacionais.

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